O que é o PPR?
O PPR, ou Plano Poupança Reforma, é um produto de poupança e investimento a longo prazo, criado para incentivar os portugueses a prepararem o futuro, como quem diz (vais receber uma ninharia na tua reforma, por isso vai poupando).
Tem benefícios fiscais e pode gerar um rendimento superior ao de uma poupança tradicional, dependendo do risco que se queira assumir.
Onde se pode fazer?
Podes subscrever um PPR em vários sítios:
- Bancos (Caixa, Santander, BPI, etc.)
- Seguradoras (Fidelidade, Ageas, Allianz, etc.)
- Sociedades gestoras de fundos (através de corretoras ou plataformas online)
Tipos de PPR
Fundos PPR
O capital é investido em ações, obrigações ou outros ativos.
Tem maior potencial de rentabilidade, mas também mais risco, pois o valor varia conforme o mercado.
Seguros PPR
É um produto normalmente com capital garantido.
Tem menor risco, mas também menor rentabilidade.
Muitos incluem ainda um pequeno seguro de vida.
Benefícios fiscais
O Estado recompensa quem poupa para o futuro.
Podes deduzir 20% do valor aplicado no IRS anual, até um máximo que depende da idade:
- até 400€ para quem tem menos de 35 anos (com 2.000€ investidos)
- até 350€ dos 35 aos 50 anos (com 1.750€ investidos)
- até 300€ para quem tem mais de 50 anos (com 1.500€ investidos)
Além disso, as mais valias têm tributação reduzida (entre 8% e 21,5%), desde que o resgate respeite as condições legais.
Cuidados a ter
Antes de investir, é importante saber que:
A liquidez é limitada: o dinheiro só pode ser levantado sem penalização em situações específicas, como reforma, pagamento das prestações do crédito habitação, desemprego prolongado, doença grave ou educação superior de membros do agregado familiar.
Existem custos e comissões: convém comparar entre entidades.
Cada pessoa tem o seu perfil de risco: o PPR deve ser adequado à idade, objetivos e tolerância ao risco.
Resgates fora das condições legais: se levantares o dinheiro fora das situações permitidas, terás de devolver os benefícios fiscais recebidos, acrescidos de 10% por cada ano decorrido desde a dedução, na declaração de IRS do ano do resgate.
Porque investimos num PPR
Cada decisão financeira que tomamos tem um propósito: ter mais segurança e liberdade no futuro.
Uma dessas decisões, que repetimos todos os anos, é investir num PPR. E sejamos honestos, fazemos isso sobretudo pelo benefício fiscal no IRS.
Mas não só. Para nós, o PPR é também uma forma de ir construindo um pé-de-meia com um objetivo muito concreto: pagamento das prestações do crédito habitação, sem penalização.
Como estamos a construir casa, faz todo o sentido para nós, uma vez que:
Se resgatares o PPR dentro das condições previstas na lei, as mais-valias são tributadas a uma taxa reduzida de 8%. Ou seja, pagas apenas 8% sobre a valorização obtida nesse PPR.
Para pôr isto em números, colocamos 4.000€ por ano como casal, 2.000€ cada um, para atingir o teto máximo de benefício no IRS, com uma rentabilidade média de 8% ao ano.
Ao fim de 5 anos, o capital acumulado seria 5.877,31€, dos quais 1.877,31€ correspondem a juros. Sobre estas mais-valias, pagaríamos 8% de imposto, cerca de 150€, ficando com aproximadamente 5.727,31€ líquidos.
A este valor soma-se ainda os 800€ que recuperámos através do benefício fiscal do IRS, o que reforça de forma evidente o ganho anual.
Digam lá, isto não é fantástico? Uma forma de poupar, investir e ainda beneficiar do IRS, tudo ao mesmo tempo!
O nosso tipo de PPR
Antes de mais, é importante sublinhar que isto não é aconselhamento financeiro. Cada pessoa deve informar-se junto de profissionais e perceber o que faz sentido para si.
Nós escolhemos o PPR SGF Doutor Finanças. Queríamos algo simples, automático e com um historial consistente.
Não gostamos de complicar, preferimos que o dinheiro trabalhe por nós em segundo plano enquanto nos focamos na casa, no trabalho e no Lourenço.
A composição atual é esta:
80,78% – SPDR MSCI World UCITS ETF (exposição a mais de 1.300 empresas em mercados desenvolvidos)
5,58% – iShares Core Global Aggregate Bonds UCITS ETF (obrigações globais, dá estabilidade à carteira)
5,40% – iShares Core MSCI EM IMI UCITS ETF (mercados emergentes, maior potencial de crescimento)
4,91% – Amundi Physical Gold (ouro físico, ativo defensivo)
3,65% – Depósitos à ordem no Millennium bcp (liquidez imediata)
Como gerimos
No início de cada mês, o dinheiro sai automaticamente da conta.
É quase mágico, nem o chegamos a ver. Como diz uma amiga nossa (noutro contexto, porque ela tem vários créditos):
“O dinheiro entra na conta e puff… desaparece antes de eu dar por isso.”
No caso da nossa amiga é negativo (porque o dinheiro desaparece para pagar créditos) no nosso caso, isso é positivo (o dinheiro desaparece para investimentos) e isso ajuda-nos a manter a consistência sem termos de pensar muito.
Cada cêntimo conta, e esta tem sido uma das estratégias que mais sentido faz para nós. Um mês de cada vez, um investimento de cada vez, até ao grande objetivo: termos a liberdade de escolher o que fazer com o nosso tempo.
E tu? Já pensaste em investir num PPR?
Que objetivo tens em mente, poupança para a reforma, vantagem fiscal ou apoio no pagamento das prestações do crédito habitação?
Conta-nos nos comentários, adoramos trocar ideias e aprender com as vossas experiências!
Disclaimer: O conteúdo deste blog reflete unicamente o nosso percurso e experiência pessoal na jornada FIRE. Não constitui aconselhamento financeiro ou legal.




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