Formas de gerir o dinheiro em casal
Existem diversas formas de gerir o dinheiro em casal, e cada par deve optar pela que melhor se adapta ao seu relacionamento e ao momento de vida em que se encontra.
A gestão financeira de quem já vive junto costuma ser diferente da de quem está no início de um relacionamento. Para casais que partilham a casa, as possibilidades são muitas:
Conta única para tudo: ambos colocam todo o dinheiro numa única conta da qual saem todas as despesas.
Contas individuais + conta conjunta: cada um recebe o ordenado na sua conta individual e transfere, mensalmente, um valor acordado para uma conta conjunta destinada às despesas da casa.
Contas individuais com divisão de despesas: cada um recebe o seu ordenado e as despesas são divididas (ex: um paga a renda e o outro paga tudo o resto, como alimentação, água e luz).
Despesas pagas por apenas um membro: ambos têm contas individuais e trabalham, mas apenas um membro assume todas as despesas, ficando o rendimento do outro exclusivamente para uso pessoal.
Nenhuma destas opções é necessariamente mais certa ou mais errada. São apenas soluções diferentes, e o importante é que funcionem para o casal. O dinheiro continua a ser um dos temas que mais causa conflitos e separações, por isso é essencial falar abertamente sobre o assunto, alinhar expectativas e, se necessário, ir ajustando a estratégia ao longo da vida.
Como organizamos as nossas finanças em casal
Ao longo da nossa relação, já experimentámos várias formas de organizar o dinheiro. À medida que fomos evoluindo enquanto casal, fomos também ajustando o método para aquilo que fazia mais sentido em cada fase.
👫 Antes de vivermos juntos
Nos primeiros tempos, ainda antes de partilharmos casa, dividíamos todas as despesas a meias.
Prendas, viagens, gasolina, portagens… tudo era dividido de forma igualitária. Cada um tinha o seu ordenado, cada um assumia a sua parte, e a verdade é que funcionava muito bem para nós naquela altura.
🏡 A compra do nosso primeiro apartamento
Tudo mudou quando decidimos dar o passo seguinte: comprar o nosso antigo apartamento.
Curiosidade: nunca tínhamos vivido juntos antes disto, podia ter corrido mal, mas correu maravilhosamente bem!
E ainda bem que avançámos naquela altura: demos o sinal antes do final de 2019 e, pouco depois, em 2020, os preços dispararam com o Covid e mais tarde com a guerra. O imóvel valorizou bastante num curto espaço de tempo, assim como todo o ramo imobiliário em Portugal.
O apartamento estava em construção e demorou cerca de 9 meses desde o sinal até à escritura. Nesse momento, decidimos juntar totalmente as nossas finanças.
💸 Diferenças na entrada e nos rendimentos
A Margarida deu uma entrada muito superior no imóvel.
O João não conseguiu na altura porque, em 2019, tinha comprado um carro novo a pronto, hoje ele considera isso um grande erro (e vamos explorar esta história num futuro artigo 😅).
Quanto aos rendimentos, o João sempre ganhou mais, devido à sua profissão e aos trabalhos que faz como freelancer. A Margarida, por outro lado, sempre se destacou pela sua natural tendência para poupar.
Mesmo com as diferenças de salário e com a diferença na entrada inicial do apartamento, juntar o dinheiro naquele momento foi o que fez sentido para nós. Estamos a trabalhar juntos para os mesmos objetivos, por isso não fazia sentido separar o dinheiro como se estivéssemos a seguir caminhos diferentes.
Se quiserem acompanhar em detalhe a nossa evolução financeira, é só clicar aqui, está tudo no separador “A Nossa Jornada”.
Metas em casal
Ao longo dos anos vamos definindo metas em casal, e isso faz toda a diferença na forma como gerimos o nosso dinheiro.
Temos um fundo de emergência sólido, planeamos fazer uma viagem por ano, e temos também o grande objetivo de construir a nossa casa. Para além disso, continuamos a investir de forma consistente, sempre com o foco no nosso grande objetivo comum: alcançar o FIRE.
Para manter tudo sob controlo, registamos todas as receitas e despesas numa folha de Excel. Pode parecer simples, mas esta ferramenta dá-nos uma visão totalmente diferente das nossas finanças. Muitas vezes é difícil perceber para onde vai o dinheiro no dia-a-dia, mas com este método não há espaço para dúvidas: tudo fica claro, visível e organizado.
Esta técnica tem sido essencial para nós, é prática, transparente e, acima de tudo, infalível na hora de identificar hábitos e ajustar o que for preciso.
🛒 A nossa regra de compras individuais
Sempre que queremos comprar algo mais pessoal, fazemos uma pergunta simples um ao outro:
Faz sentido? Vais mesmo usar isso?
Este diálogo é aplicado tanto às compras da Margarida como às do João.
É uma forma saudável de refletirmos antes de gastar, e ajuda-nos a manter o foco nos objetivos comuns.
As compras para o Lourenço também são sempre faladas entre nós. Não fazemos compras por impulso, preferimos ouvir primeiro a opinião um do outro e perceber se é algo que ele realmente precisa ou vai usar.
💬 Final feliz
Depois de começarmos a viver juntos, este modelo funcionou super bem.
Nunca tivemos discussões sobre dinheiro, zero mesmo.
Claro que isto resultou para nós, mas não significa que seja a fórmula perfeita para todos os casais. Cada realidade é diferente, e o mais importante é haver comunicação, transparência e vontade de trabalhar na mesma direção.
E vocês, como organizam as finanças em casal? O que funciona melhor para vocês?
Se vos fizer sentido, podemos partilhar a folha de Excel onde registamos as despesas e as receitas, foi a ferramenta que mais nos ajudou a pôr tudo em ordem.
Contem-nos tudo nos comentários, adorávamos conhecer a vossa realidade.
Obrigado por estarem desse lado, faz toda a diferença!❤️
Disclaimer: O conteúdo deste blog reflete unicamente o nosso percurso e experiência pessoal na jornada FIRE. Não constitui aconselhamento financeiro ou legal.




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