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ETF, afinal é assim tão complicado?

28 de Novembro, 2025/0 Comentários/em ETFs

Quando começámos a mergulhar no mundo da literacia financeira, percebemos que haviam termos que nos soavam a conversa de especialistas. ETF era um deles. Para sermos sinceros, até então só conhecíamos ET, aquele dos filmes, e às vezes esta bolha dos investimentos parece mesmo outro planeta.

Com o tempo percebemos que ETF significa Exchange Traded Fund, em português Fundo Transacionado em Bolsa, mas calma, na prática é bem mais simples do que o nome sugere.

 

Então, afinal o que é um ETF?

Imagina que vais a um restaurante. No final pedes a carta das sobremesas e descobres que existe um prato especial com um bocadinho de cada uma. O tal prato que salva os indecisos, deixa os gulosos de olhos a brilhar e evita aquela frustração de ter de escolher só uma. Provas tudo, mesmo que em pequenas porções, e claro que umas vão ser melhores e outras piores.

Agora passemos isto para a realidade dos investimentos.

Imagina que queres ter um pouco de várias empresas, sem precisares de escolher uma a uma. Em vez de passares horas a pensar se a empresa A é melhor que a B, existe algo que junta uma grande variedade de empresas dentro de um único pacote. É isso que é um ETF. Na prática, é um fundo que reúne vários ativos, normalmente ações ou obrigações.

Esse pacote compra-se como se fosse uma única ação, mas lá dentro podem estar dezenas ou mesmo centenas de empresas. Assim, evitas andar a analisar empresas individualmente, poupas tempo e deixas de depender apenas do desempenho de uma única empresa.

 

Os nossos ETFs

Atualmente, temos exposição a três tipos de ETFs:

S&P 500 – acompanha as 500 maiores empresas dos Estados Unidos.
PPR no MSCI World – segue mais de 1.300 empresas espalhadas por vários países e setores. É um dos cestos mais diversificados que encontrámos.
ETF de semicondutores – um setor no qual acreditamos que continuará a crescer nos próximos anos.

Estas escolhas alinham-se com o nosso perfil e com o caminho que queremos seguir, mas cada pessoa deve adaptar a sua estratégia às próprias prioridades.

O nosso objetivo é simples: acompanhar o mercado, sem tentar adivinhar qual empresa vai disparar ou cair. Para nós, esta abordagem retirou muita pressão e trouxe bastante tranquilidade ao processo de investir.

 

Custos de gestão: a famosa TER

Uma questão muito frequente é sobre os custos do ETF. Cada ETF tem a chamada TER (Total Expense Ratio), que é uma percentagem que representa todos os custos de gestão do fundo.

Não se vê este custo a ser retirado do nosso dinheiro diretamente, porque é aplicado automaticamente dentro do próprio ETF. Mas o efeito está lá, refletido no valor do ETF ao longo do tempo. Quanto menor a TER, mais o nosso dinheiro trabalha para nós. É simples, mas importante de conhecer quando comparamos ETFs que seguem o mesmo índice.

 

Distribuir ou reinvestir os dividendos?

Os ETFs podem ser divididos em dois tipos: acumulativos e distributivos.

ETFs Distributivos

Nos ETFs distributivos, os dividendos são pagos ao investidor e há tributação sobre dividendos e mais-valias.

Com intermediários nacionais
Os dividendos são creditados na conta e, em Portugal, são automaticamente tributados a 28%. Todo o processo é simples, porque a retenção é feita no momento do pagamento.

Com corretoras internacionais
A retenção na fonte pode não corresponder ao que a lei portuguesa exige.

Exemplo: nos EUA, a retenção pode ser de apenas 15% quando é entregue o formulário W-8BEN.

Neste caso, o investidor tem depois de ajustar esta diferença no IRS para chegar à taxa final de 28% em Portugal. Ou seja, o imposto não desaparece (infelizmente), apenas não é todo cobrado na origem, exigindo regularização posterior.

 

ETFs Acumulativos

Nos ETFs acumulativos, os dividendos são reinvestidos dentro do próprio ETF, por isso não há pagamento de dividendos ao investidor.

Não recebemos nada ao longo do ano.
Não existe imposto imediato sobre dividendos.
A tributação só ocorre quando vendemos as unidades e realizamos lucro.

 
 

O que acontece se um ETF encerrar

Outra dúvida comum é: “E se o ETF fechar, o meu dinheiro desaparece?” Não desaparece.

Quando há fusões ou encerramentos, como aconteceu no passado com alguns ETFs da Lyxor, o investidor recebe participações num novo fundo ou pode vender antes de acontecer. Os ativos continuam a existir e essa é a base que protege o valor.

Para nós, isto é um alívio, mesmo em situações de fusão ou encerramento, o processo é transparente e o dinheiro não se perde.

 

Alguns ETFs que existem

Sem complicar, há várias categorias que podem ser úteis para quem está a dar os primeiros passos.

ETFs de ações, que investem em empresas.
ETFs de obrigações, que investem em dívida de governos e empresas.
ETFs de matérias-primas, como ouro ou petróleo, mas funcionam de forma parecida.
ETFs mistos, que combinam várias classes de ativos, como os Vanguard LifeStrategy.

Não é preciso decorar isto tudo. Basta saberes que existem para escolheres o que faz mais sentido para ti.

 

Riscos que vale a pena conhecer

Mesmo sendo simples de usar, os ETFs não estão livres de riscos.

  1. Existe risco de mercado, porque quando o índice desce, o ETF também desce em valor.
  2. Existe risco de liquidez, porque alguns ETFs são pouco negociados. Isto significa que, em momentos de maior stress no mercado, pode ser um pouco mais difícil comprar ou vender ao preço desejado, já que há menos pessoas a transacionar esse ETF.
  3. O ETF pode render ligeiramente mais ou ligeiramente menos do que o índice que tenta seguir. Normalmente a diferença é pequena, por isso não muda decisões no dia a dia. É só uma nota técnica que explica porque é que os números nem sempre batem certo ao cêntimo.
  4. Existe risco cambial, quando investimos em algo cotado noutra moeda. Isto significa que mesmo que o investimento suba, o valor pode variar por causa das oscilações entre essa moeda e o euro.

Nada disto impede que sejam ferramentas úteis, mas temos de ter consciência.

 

Como escolhemos cá em casa

Aqui em casa tentamos sempre olhar para três coisas, sem dramas.

  1. A TER, que são os custos de gestão do fundo e que tentamos manter o mais baixos possível.
  2. Os ativos sob gestão, porque sentimos mais confiança em ETFs que já tenham alguma dimensão.
  3. A política de dividendos, e aqui preferimos os acumulativos, já que reinvestem automaticamente e deixam tudo mais simples para o nosso dia a dia.

Não temos a ambição de fazer escolhas perfeitas, só queremos algo que funcione para a nossa realidade.

 

Ferramentas que usamos para comparar

Muitas das nossas decisões começaram com pesquisas simples em plataformas gratuitas como o JustETF ou a Yahoo Finance. São úteis para comparar ETFs, ver custos, volumes e composição. Nada disto nos obriga a ser especialistas, só facilita um bocadinho o processo.

 

Para quem está a começar

Se este tema te parecer complicado, respira. Para nós também foi assim no início. Não é preciso saber tudo no primeiro dia, basta compreenderes os princípios essenciais e avançar ao teu ritmo.

Vamos continuar a escrever sobre este assunto ao longo dos próximos meses, inclusive iremos também partilhar no blog algumas das plataformas onde investimos regularmente e explicar, passo a passo, como fazemos tudo.

 

Aqui em casa, vamos manter esta abordagem tranquila, sempre a tentar simplificar o caminho. Entre fraldas, burocracias da casa e serões cansativos, os ETFs têm sido um apoio que nos ajuda a manter a direção certa, mesmo nas semanas mais apertadas.

 

E tu, já investes em algum ETF? Ou estás agora a começar a explorar este mundo?
Conta-nos nos comentários, adoramos saber como estás a viver esta jornada.
Obrigado por estares desse lado, faz toda a diferença ❤️

 

Disclaimer: O conteúdo deste blog reflete unicamente o nosso percurso e experiência pessoal na jornada FIRE. Não constitui aconselhamento financeiro ou legal.

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